
Pelo contrário. Não, não abandonei esse espaço. Só precisava de uns dias away. Fiquei lendo coisas no papel, vendo filmes. O que me entristece um pouco, ou pelo menos me faz pensar sobre a viabilidade de ter um blog é que quando se fica longe do micro por um tempo, a vida parece mais interessante fora dele. E é, de fato. Mas sou refém daqui também, e a virtualidade me atrai como mel. Olhem esse site, que bacana. É de cinema. Falando em cinema, meu carnaval foi quase totalmente feito de telas. Não foi totalmente porque tínhamos uma casa grande, tínhamos amigos que “se mudaram” para essa casa grande durante o feriadão, tivemos cartas, boa culinária e festas fora da casa também. Mas a lista cinematográfica foi bem variada. Ainda no meu apartamento, na quinta (31/01), Mary Shelley tomou conta do DVD e me trouxe Frankenstein. O de 2004, com Julie Delpy e Luke Goss. Desde criança sempre fui fascinada por essa história e uma das coisas mais felizes que fiz foi ter lido o livro antes de assistir a qualquer versão do filme. Acho que lá pelos 10 anos, sei lá, vi uma cena na TV. Era em preto e branco, e acontecia em um grande galpão. Era bem a cena em que Victor Frankenstein tenta captar a corrente elétrica de um raio para dar vida ao “monstro”. Só me lembro dessa cena. Devia ser a versão de 1931. Quero ver essa também.
Seguindo a linha, já na casa da FêCris (no blog dela, aliás, toda a sinopse do incrível feriadão está contada de uma forma bem mais criativa e divertida. Recomendo!), ainda tivemos:
- A Hora do Pesadelo – o primeiro filme em que Johnny Depp atuou! Ele bem novinho, com blusa anos 80 e tudo. De 1984. Nasci em 83.
- Donnie Darko – filme que eu já tinha visto e que entendi melhor nessa segunda vez. Adoro. De 2001, alguns anos antes de Jake Gyllenhaal interpretar o cowboy gay em Brokeback Mountain.
-Ahm. Psicose, do Hitchcock. O de 1960. Eu já tinha visto algumas cenas da refilmagem (Gus Van Sant, 1998), com o Vince Vaughn no papel do Norman Bates, mas o antigo é melhor. Nem se compara. Mr Bates de 60 é muito mais convincente, porque realmente tem cara de ingênuo.
- Paris, Texas – eu também já tinha visto. (Wim Wenders, 1984). Um filme maçante, feito de longos silêncios. A Nastassja Kinski está linda nele. Sempre falei que prefiro esse filme todo fatiado. Gosto de algumas cenas, muito mais do que do conjunto da obra.
- De volta ao lar, doce lar, na terça à noite, ainda teve Casa Vazia, do Kim ki-duk, e Old Boy, que não deu tempo pra terminar de ver e devolvi, pensando em alugar novamente qualquer dia desses para consumar o ato.
Aproveitando que falei do Kim ki-duk ali em cima, preciso falar ainda sobre Time, filme dele também. Foi por causa desse filme que aluguei Casa Vazia. Virei fã do diretor. Time é sobre um casal de namorados em crise. A garota acha que tudo está acontecendo porque o namorado cansou do rosto dela. Então o que ela faz? Desaparece da noite para o dia e passa seis meses sem dar notícias. Durante esse tempo, faz uma cirurgia plástica que a torna totalmente diferente do que era. Com o novo rosto, se apresenta ao ex-namorado. Os dois se conhecem novamente e começam a namorar, mas a relação não evolui porque ele não consegue tirar da cabeça a “antiga namorada”, que desapareceu sem dizer palavra alguma (esse não é o final! As coisas não são tão simples assim). O filme é bárbaro. Os lugares que o casal freqüenta, desde o café até a praia de esculturas gigantescas são de um bom gosto sem tamanho, além dos figurinos, que eu quis pra mim.
O ano realmente começou, assim como em breve também começarão as minhas férias (rá!). Viajarei. Sobre isso falo mais no próximo post. E ainda preciso cumprir o desafio da Fê, sobre a cena de cinema que eu gostaria de viver. Faz tempo, o desafio, eu sei, tou atrasada e já deveria ter postado. Tenho ela na cabeça e falo melhor sobre isso depois. A idéia é não demorar tanto pra voltar aqui dessa vez.
A cada nota imprecisa, música
z
14/02/2008 às 3:10
passei para dar um oi….somente um oi…mas acabei por comentar…e dos filmes…paris, texas, confesso que é o mais interessante… Cara confesso que este filme Time eu vou tentar ver…cara suas criticas sao show…é isso…saudações era só para ser um oi…realmente um sincero oi…
14/02/2008 às 3:32
grande Cris! estava tentando há esses tempos lembrar o nome de “Casa Vazia”, mas não vinha o dito título de jeito nenhum. Fiquei agora ainda mais curiosa pra ver.
Beijo e ótemas férias!
14/02/2008 às 4:18
acho bom.
^^
14/02/2008 às 6:19
Viajará?
Sério?
Jura?
SP te aguarda!!!!
14/02/2008 às 14:06
Oi, Gabriel : )
Pati, vê o filme, sim.
E aproveita e loca Time junto. Já aviso que acho Time um pouco mais pesado. Eu prefiro esse, a Casa Vazia, mas ambos são bons. Valeu pelo “boas férias”!
Beijão!
Matheus, cá estou!
Sandra, te juro que vou viajar. Hehe
Acredita em mim, please.
= )
16/02/2008 às 22:31
saudades de parar e assistir a um bom filme! Tenho uma proposta (super decente viu) para ti fazer, depois das tão merecidas férias eu te conto. Aproveita.
Ah e eu jah sei, sou um ser da calma e da praia
17/02/2008 às 13:16
Clara, ainda bem que tu avisou que é uma proposta decente. : )
Aproveitarei, sim.
Beijo!
18/02/2008 às 2:26
Me interessei nesse filme “Time”. Tu tirou em alguma locadora ou baixou o filme?
19/02/2008 às 7:26
Vica, eu aluguei aqui na Cia do Vídeo, na esquina da Loureiro com a Lima e Silva. Deve ter na Espaço também = )
19/02/2008 às 22:28
Só para dar oi mesmo :)
20/02/2008 às 7:56
Oi, Igor! = )
08/03/2008 às 1:06
Par rapport a carnaval com filmes, eu tambem ja tive o meu.
Porto Alegre esvaziando na sexta de carnaval.
Umas 19 horas fui pro gasometro em Poa. Tava passando um festival do Bertollucci: antes da revolucao, assedio e os sonhadores. Vi os tres. Sai de la, Porto Alegre vazia. Dai vi no sabado duas vezes Beleza Roubada.
Depois li 1984. Foi bom esse carnaval.
(desculpa a falta de acentos, mas no clavier frances nao tem)
Beijos
08/03/2008 às 1:12
Ah, por acaso ja saiu ai no Brasil o filme Paris, do Cédric Klapisch, o mesmo diretor de albergue espanhol e bonecas russas?
O nome é pastelao pra caramba, mas vale apena, quando sair ai vejam.
11/03/2008 às 9:03
Rodrigo, eu me lembro de quando tu me contou que viu esses filmes! = )
Tu veio todo empolgado contar que tava assistindo a todos os filmes do Bertolucci! E disse que eu precisava ver Assédio (ainda não vi, por sinal. Tá, mas já vi quase tudo dele. Não dá nada. Já vejo o que falta!)
Não ouvi falar nada sobre o lançamento desse filme por aqui… Li algo sobre o orçamento, que era um dos mais caros da história do cinema francês. Com a Juliette Binoche… Verei!
: )
Beeeijo! Aproveita a semana de aniversário!! Se tu estivesse aqui, iria junto comigo no aniver da Jô e vocês comemorariam tudo junto!
20/02/2009 às 19:21
[...] não gostando. Tolero, mas prefiro estar longe de toda a bagunça. No carnaval do ano passado eu vi trocentos filmes. Adorei a função em Beverly [...]