A Pequena Morte

26/01/2006

“Não nos provoca riso o amor quando chega ao mais profundo de sua viagem, ao mais alto de seu vôo: no mais profundo, no mais alto, nos arranca gemidos e suspiros, vozes de dor, embora seja dor jubilosa, e pensando bem não há nada de estranho nisso, porque nascer é uma alegria que dói. Pequena morte, chamam na França a culminação do abraço, que ao quebrar-nos faz por juntar-nos, e perdendo-nos faz por encontrar-nos e acabando conosco nos principia. Pequena morte, dizem; mas grande, muito grande haverá de ser, se ao nos matar nos nasce.”

O Livro dos Abraços
Eduardo Galeano

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Uma resposta to “A Pequena Morte”


  1. […] Tirei d’O Livro dos Abraços, do Eduardo Galeano. Página 15. É um livrinho pequeno, daqueles que tu nunca vai ler inteiro de uma vez só. Às vezes abro algumas páginas aleatoriamente, leio e fecho novamente. Esse é o meu segundo texto favorito dali. O primeiro é este. […]


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