A essência

01/08/2007

nostalgia
agressividade
ao vento, ao vento
cortou tudo em letras
tremidas na pele pálida
escreveu com a própria cor
líquida, viva e gritante
escorreu, deixou pingar
ao fim, nada sobrou.
ao vento, ao vento
nada sobrou.

nada violento, pode acreditar. nada mesmo
é sentimento no estado mais intenso e tolerante
é como se eu aspirasse um perfume e lá no fundo,
bem no fundo, eu sentisse o fio do aroma que restou
o que ficou na peneira depois de ser filtrado, limítrofe
ao vento, ao vento, alguma coisa se deixou levar

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