Sobre a morte e a vida

11/09/2007

Quando acontecer, penso que vou me desfazer em metáforas. Desmontar complexidades, equilibrar o oxigênio, evaporar lentamente. Vou virar pequeninas partículas. Invisíveis, mas de beleza incomum. Bolinhas transparentes. Vou me juntar a outras pares, fazer brotar um sorriso de canto, balançar os bigodes dos gatos e os cabelos compridos das meninas. Entrarei pelo nariz das pessoas, deixando que me respirem, respirando-as… chegando lá no fundo, lá dentro no canto do peito e fazendo a vida funcionar novamente.

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15 Respostas to “Sobre a morte e a vida”

  1. Cris Says:

    linda. amei :)

  2. Natusch Says:

    Bah, pior que eu acho que me transformaria em metáforas também. Talvez parte virasse onomatopéias ou palíndromos, mas acho que a maioria ia ser metáfora, mesmo, hehehe… Bonito post, curti ;)

  3. unavidaperra Says:

    Vim parar aqui nas minhas andaças. De indicação em indicação. Lindíssimo texto.

  4. Alemoon Says:

    Semana passada te vi passando de novo… dessa vez menos apressada e com um sorriso quase maroto no rosto.

    Beijo

  5. Dirceu A.M.D Says:

    Lindo texto Cris, bem autentico como tudo o que você escreve.

    Obrigado pelos seus comentários no meu blog. Fiquei feliz por você tambem gostar de “O Sétimo Selo”. Vi este filme numa época muito especial da minha vida, em que eu era desenhista de historias em quadrinhos politicas junto com “feras” como Angeli, Chico Caruso (vinhetas do Jornal Nacional), Laerte e outros. Depois dei uma guinada para o patrocinio de teatro, em seguida administração de projetos culturais no Centro Cultural São Paulo…e agora o blog Lunik 9, que acima de tudo está me dando uma grande satisfação, pois só coloco o que eu gosto e me faz conhecer pessoas talentosas como você.

    Um gde abraço e estarei sempre visitando sua Usina de palavras.

  6. rafael Says:

    Demócrito, o grande atomista pré-socrático, iria adorar esse teu texto, rsrs
    Obrigado por passar no Aletômetro. Espero que você seja uma partícula sempre presente por lá.
    bjus

  7. Cris Says:

    Oi, Crisinha!
    Tava olhando a foto “saudade” no flickr : (
    2007 = ano da saudade (palavras de FeCris).

    Igor,
    que bom! Não vou virar metáfora sozinha!!

    Unavidaperra,
    és muito bem-vindo(a)! Venha sempre me visitar
    : )

    Álvaro!
    Não admito que tu venha me fazer um terceiro comentário dizendo que me viu passar na rua se não tiver me chamado pra dar um “oi”! Hehe
    Beijão

    Dirceu,
    pelo jeito nunca deixou de te envolver com cultura, né? Que legal isso. Tens vasto currículo. Pretendo seguir a área de jornalismo cultural. Na verdade é uma das poucas áreas do jornalismo onde me vejo trabalhando (e todas as em que me vejo trabalhando são ligadas a cultura). Realmente, o blog só me dá alegrias. Comentava com a Sandra Leite, do Isso é Bossa Nova (que só conheço pela internet) que é incrível a quantidade de gente que tenho conhecido por causa do Usina. Gente legal, com espaços agradáveis, como o LUnik 9, a que sempre volto. Já virou indispensável para mim vir escrever um pouco, ler outros endereços… E o melhor de tudo, como tu disse, aqui escrevo o que eu quiser, do meu jeito.
    Um abração!


    Rafa
    ,
    estarei sempre por lá, partícula ou metáfora…
    Beijocas

  8. Claudio Partes Says:

    É tão bom quando sentimos isso!
    E acredito que raros são os que
    conseguem tamanha proeza,
    traduzir este sentir, como fizestes.
    Obrigado pelas boas-vindas.

  9. Sara Says:

    Cada vez melhor! :)
    Bjão

  10. Tia mone Says:

    Vcê me surpreende a cada dia! bjos

  11. Sandra Leite Says:

    o acaso da fatalidade nos leva a pensamentos que não simplistas.
    Por isso gosto tanto do Usina! Tb pelo seu extremo bom gosto com o uso da PALAVRA!
    parabéns Cris,

    beijos daqui

    Sandra

  12. Cantábile Says:

    CONSOADA
    Quando a Indesejada das gentes chegar
    (Não sei se dura ou caroável),
    Talvez eu tenha medo.
    Talvez sorria e diga:
    – Alô , iniludível!
    O meu dia foi bom, pode a noite descer
    (A noite com os seus sortilégios)
    Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
    a mesa posta,
    com cada coisa em seu lugar.

    Manuel Bandeira

  13. ma Says:

    Fico pensando de onde vem este teu jeito tão sensível,sincero e direto de ver,sentir e passar teus sentimentos,e vejo que da ponta do dedão do pé aos ultimos fios de cabelos você é a mais pura poesia que eu conheço .
    Beijão

  14. Cris Says:

    Mãe!
    O fruto nunca cai muito longe do pé.
    : )

    Adorei a forma como tu escreveu…


  15. dãaaaah
    que lindo

    mas quando a vida voltar, vê se vira água.

    (tou passando rápidinho agora porque vou tomar banho pra ir na escola, mais tarde venho com mais calma, mas eu precisava dizer… “que lindoo” xD)


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