19/09/2007

“Precisamos de bolsos muito maiores, pensei ao deitar na cama, contando os sete minutos que uma pessoa leva em média para dormir. Precisamos de bolsos gigantescos, bolsos grandes o suficiente para nossas famílias, nossos amigos e até mesmo as pessoas que não estão em nossa lista, pessoas que nunca conhecemos mas ainda assim desejamos proteger. Precisamos de bolsos para distritos e cidades, um bolso que pudesse conter o universo. Mas eu sabia que não podia haver bolsos tão gigantescos. No fim, todo mundo perde todo mundo. Nenhuma invenção poderia evitar isso, portanto me senti, naquela noite, como a tartaruga que tinha sobre si todo o resto do universo.”

Oskar Schell, 9 anos, personagem de Extremamente Alto & Incrivelmente Perto, de Jonathan Safran Foer
.

Pena que nos meus bolsos mal cabem as minhas mãos…

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12 Respostas to “”

  1. cleber Says:

    Eu senti vontade de chorar em cada página desse livro.

  2. ma Says:

    Não é o espaço físico que conta e sim o que estas mãos já fizeram ou pensam fazer ainda…Elas podem ser enormes ou pequenas como vc mesmo decidir…Podem abrir portas ou cerrar caminhos,o que eu acho pouco provável.Na realidade o que vejo hoje são maos enormes que abraçam mundos reais e fictícios que não cabem nos bolsos que fiz para ti um dia…mas continuam sendo mãos!
    Beijão

  3. priscilla Says:

    olha, sei que não tem nada a ver com a postagem, mas deixei um comentário-agradecimento pros melhores momentos virtuais e que acabou me inspirando muito. você é dona de um lugar inspirador. gostaria de agradecer então por isso, pela inspiração. se tornou uma das coisas que eu mais gostei de escrever, muito obrigada, Cris. um beijo

  4. Rafael Terra Says:

    Hum, acho que já tenho minha próxima leitura….

  5. Cris Says:

    Cleber e Rafa, vai ser a minha próxima leitura, com certeza… Esse trecho é parte de um depoimento que um amigo deixou pra mim. Impossível qu o restante do livro não mantenha o nível…

    Manhêee, sabe o que eu tava pensando hoje? Eu não pretendo parar de blogar cedo, mas pra onde vai tudo isso? Eu jamais conseguiria imprimir tudo que tu escreve pra guardar cada frasezinha, embora fosse a vontade cada vez que vejo que tu passou por aqui. Tu tá quilômetros de distância longe de mim, mas tá tão pertinho sempre…
    : )
    Beijo.

    Prill, comentei lá embaixo que eu amei teu texto também… Bom saber que tu tem esse apego, sabe? Pelas coisas que tu cria, e que saem tão sinceramente de ti. Por aqui é assim. Acho que na verdade tudo deveria ser assim. Puro orgulho e puro sentimento. Talvez um orgulho puro pelo que se desprende dos dedos e vai pra tela.
    Venha sempre!

  6. ma Says:

    Culpa sua toda esta inspiração! Quem sabe um dia a gente escreve um soneto a quatro mãos? O convite esta feito e o desafio também!Penso milhares de vezes por dia em vcs duas.
    Beijo

  7. clau Says:

    também já anotei e quero lerrrrrrr :) aliás, falta a tua dica de leitura lá no meu blog. estou arrecadando dicas de livros bom para ler por mais absoluto prazer e não mais por obrigaçãooooooo, pramim chega disso! bjossssss

  8. Bruno R. Says:

    bonito de verdade isso.
    e se, como você disse, o livro mantém o nível, deve ser um livro bonito de doer.
    =)
    tempo q não passava aqui.
    ando tão sem… tempo!
    beijo

  9. Samara Says:

    Cris, a grande maioria tem acesso a internet, e tem de tudo nela. O problema é que eles procuram de tudo, menos cultura. Tenho muitos parentes no sul e sei que o incentivo a educação é maior que aqui. Não adianta a gente ter acesso a tudo e não usar adequadamente.

    Ah… como eu queria guardar todo mundo que amo nos meus bolsos!

    Beijos Cris

  10. Cris Says:

    Mãe!
    Estamos aí, não? Distância não é problema pra isso…

    Clau:
    Indico esse. Vou terminar de ler o que estou lendo (no trabalho te mostro. É o da Eliane Brum), e depois vou ler o do post. Já me falaram bem demais dele.

    Bruno, é verdade. Tempão que não te via por aqui. Apareça mais vezes : )
    Beijo

    Samara, concordo contigo. Falta um pouco de incentivo. Lembro porque fiz o primeiro grau e quase todo o segundo aí e sei do que tu está falando. Pior que hoje vejo que os materiais/livros usados eram de uma baita qualidade, mas às vezes a didática não ajudava. Beijão!

  11. ma Says:

    Pelo fato de vc ter estudado aqui e a samara tb vcs duas podem concluir que mesmo vivendo em mundos diferentes e de ela ter continuado aqui e por si só estar mudando seu estilo de pensar pq continua estudando,que mesmo com todo problema de didática que vc citou não impediu de vcs continuarem procurando se aperfeiçoar…posso pensar então que este pequeno entrave não influiu quase nada porque vcs cresceram…sairam do casulo e este é o verdadeiro segredo pq qualidade não faltou e o que estava adormecido a um simples toque aflorou…vcs tiveram este momento e seguiram ,esta é a diferença…a grande maioria ainda não acordou e continua reclamando…Beijão


  12. […] desse livro. E pelo visto, continuarei postando mais alguns até terminar a leitura. Reafirmo o que o Cleber já disse. Dá vontade de chorar em cada página do […]


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