Archive for outubro, 2007

31/10/2007

Sabe quando tu te puxa horrores em uma coisa e no fim de tudo percebe que realmente fez um trabalho legal?

= ))

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Tragam meus sonhos de volta

29/10/2007

Acordei hoje pensando que se foi a época em que eu tinha sonhos realmente esdrúxulos e irreais. Quando eu era criança meu imaginário fabricava sonhos malucos como se bebesse água. Mesmo nos pesadelos, quando eu acordava assustada [e por isso me lembro muito bem de alguns deles], o que aparecia era um bando de criaturas vindas sei lá de que mundo, com nomes razoavelmente interessantes. O peixe-boi-homem é só um exemplo. Vocês já devem imaginar a monstruosidade da coisa. Mas até hoje me lembro do animal nadando no meio de algas. É disso que sinto falta. Meus sonhos são reais demais, com pessoas normais demais, com temas adultos demais. Isso enche o saco. Se sonho é sonho, é justamente por ter caráter volátil e se desfazer ao abrirmos os olhos. Bem que os meus poderiam ser um pouco mais ousados.

Hello, Terra chamando

28/10/2007

Estou morta de medo da semana que começa amanhã [domingo não é início de semana]. Volto para o trabalho depois de alguns bons dias reservados ao ócio, a faculdade exige resposta[S] e, fora isso, a perspectiva é de que eu passe o próximo feriado trabalhando. Querem mais? Ahm. Não tem mais. Acabou-se o que era doce. Fora isso, ando ouvindo uma banda bem legal [é indie, de fato, o que não quer dizer nada] chamada Acid House Kings. O Márcio já tinha me falado dela, mas achei enjoativa. Não adianta, cada coisa em seu tempo. Agora tou ouvindo e achei legalzinha. Amanhã estarei farta do lirismo sem sal. Já sei. Aliás, acabei de interromper uma das músicas porque ela me tira a concentração. Por que eu estaria aqui blogando se estivesse realmente concentrada no texto para o trabalho de Redação Jornalística IV? Incrível, mas uma televisão ligada não dispersa tanto meu pensamento como música no ouvido o faz. Aquele barulhinho da TV ao fundo, por sinal, me consola enquanto estudo. A [de]mente pensa cá com os botões: “Ok, estou aqui fechada estudando, mas não estou sozinha nessa”. Como eu adoro esse ilusionismo fértil. A música, pelo contrário, me leva pra fora de casa e pra coisas que ainda não aconteceram. Voices in my head. Dispersão total; desculpa perfeita pra não estudar. Volto outra hora. Preciso escrever, e não no blog : \

First impressions of earth

28/10/2007

Pensamentos em rede. Use vírgulas para separá-los, e cuidado com os nós.

Lynch

22/10/2007

…Mano velho

22/10/2007

Tirei a semana de folga pra colocar trabalhos da faculdade em dia, estudar, enfim. É isso. Tá passando rápido, sexta-feira é logo ali e a minha falta de concentração anda acabando comigo. Santo imediatismo, o meu. A vontade é de me jogar na faculdade, em todas as cadeiras possíveis e me formar logo. Talvez um pouquinho de vontade de ir embora de Porto também. Ou ter uns dias totalmente egoístas num lugar de imagens novas. Quem não quer? Tudo novo, tuuuuuuuudo, tudo de primeira viagem. Melhor morrer de vodca do que de tédio? As Chinelagens da Fabico já não existem mais.

Falando em drogas lícitas, tou tendo uma overdose de Cronenberg. É bom, mesmo, mas alucinógeno demais pra apenas uma semana. Depois que entregar o trabalho sobre ele, parto pra algo menos visceral.

19/10/2007

Geralmente não consigo ler no ônibus. Me distraio olhando pela janela, vendo o movimento (ou a inércia das pessoas), as filas, os carros, o fluxo. Outro dia meu ônibus ficou parado um bom tempo esperando as pessoas entrarem e fiquei observando um mendigo que passava do lado de fora. Ele parou e ficou olhando para as pessoas no ônibus, inclusive para mim, cuspiu umas duas vezes no chão, coçou a cabeça e continuou caminhando. E na hora me veio à cabeça um pensamento cruel, talvez verdadeiro, sei lá. Mas achei cruel. Algo no sentido de que talvez os filhos que a gente coloca no mundo sejam o resultado dos nossos piores aspectos. Dos melhores também, é claro, mas eles vão carregar toda nossa nojeira junto. Vão carregar o escarro, a nossa animalidade, as vontades e os fracassos. Foi um pensamento rápido e amargo. Mas vendo aquela pessoa na minha frente não consegui imaginar outra coisa. Como na noite anterior tinha falado com minha mãe por telefone, e estávamos justamente falando sobre filhos e tal, acho que associei as coisas. Só que a minha mãe falou de uma forma tão mais limpa e bela sobre isso. Vendo o mendigo ali, sujo e pedante, como se nunca tivesse sido uma criança ou como se não tivesse o direito de ter filhos, vi os dois lados da moeda e senti um pouco de vergonha do que pensei. Claro, o vidro protegia ele dos meus pensamentos, e eu, da presença dele. Mas nada protegia ninguém da visão de ninguém e do julgamento de ninguém. Acho que o que vi arrancou um pouco da suavidade que eu tento manter. E assim é com todo mundo. E vai ser com os filhos de todo mundo. As crianças vão nascer não se sabe se de amor ou perversão (das duas coisas), crescer, deixar a inocência de lado e apostar nas próprias vontades. Minha tendência à subjetividade e ao lirismo sempre me leva a pensar que um filho vai tornar as pessoas mais cuidadosas com a vida. Talvez mais sorridentes. Lembrando do mendigo me vem um sentimento amargo que não gosto de ter por perto. É como um puxão forte.

Meme Literário

19/10/2007

A me repassou um meme literário a séculos atrás, e eu acabei deixando pra responder no dia seguinte… Tá, Fê. Lá vai. Só que tem o seguinte. O livro mais próximo que encontrei foi um minidicionário Luft, que estava aqui ao lado do computador. Conta? Na boa, não sei, então vou fraudar o meme e pegar o próximo livro mais próximo. Só pra esclarecer, a quinta palavra da página 161 do dicionário era cer.vo s.m. Veado. Cf. servo. Lá vai a frase do livro que abri em seguida:

“Às vezes me espanto e me pergunto como pudemos a tal ponto mergulhar naquilo que estava acontecendo, sem a menor tentativa de resistência.”

É do Caio Fernando Abreu, em O Ovo Apunhalado.

As regras do meme são:

1. Pegue um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2. Abra-o na página 161;
3. Procure a 5ª frase, completa;
4. Poste essa frase em seu blog;
5. Não escolha a melhor frase nem o melhor livro;
6. Repasse para outros 5 blogs.

Sinceramente, não gosto de definir pra quem vou repassar os memes. Acabo deixando sempre essa parte livre, para quem quiser responder. Vai que eu repasso pra alguém que não gosta, né? Sintam-se, portanto, todos convidados a participar.