Archive for novembro, 2007

30/11/2007

“Love and some verses you hear
say what you can’t say
love to say this in your ear,
‘I’ll love you that way’
from your changing contentments,
what will you choose for to share?
someday drawing you different,
may I be weaved in your hair?”

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Reservatório das Lágrimas

30/11/2007

“Naquela noite, na cama, inventei um dreno especial que ficaria embaixo de cada travesseiro de Nova York, conectado ao reservatório. Sempre que as pessoas chorassem até dormir, as lágrimas iriam todas para o mesmo lugar e pela manhã o homem do tempo poderia informar se a água do Reservatório das Lágrimas havia subido ou descido, e você saberia se as botas de Nova York estavam pesadas. E quando algo realmente terrível acontecesse – como uma bomba nuclear ou pelo menos um ataque com armas biológicas -, seria disparada uma sirene extremamente alta para todos serem avisados de que deveriam ir ao Central Park para colocar sacos de areia ao redor do reservatório.
Enfim.”

*Trecho do livro Extremamente Alto & Incrivelmente Perto, do Jonathan Safran Foer. Até cheguei a postar há um tempo um outro trecho desse livro. E pelo visto, continuarei postando mais alguns até terminar a leitura. Reafirmo o que o Cleber já disse. Dá vontade de chorar em cada página do livro.

É época de panetones

26/11/2007

Sexta-feira cheguei em casa com uma guirlanda de Natal. Desde que me mudei pra Porto Alegre, é a primeira vez que compro algo pra enfeitar a casa nessa época. Não que em outros anos não tenha sentido vontade, mas sei lá, deixei o tempo passar e sempre acabou ficando tarde demais. Minha casa não é grande, então um pinheirinho não faz sentido algum por aqui. E atrapalharia. Ficaria abandonado. Mas um enfeite de porta até que é legal. Só pra lembrar que um ano está acabando de novo. Só pra lembrar que já é dezembro daqui a pouco e que algumas coisas mudaram, e que outras não vão mudar, não importa o que a gente faça. Aquela coisa básica de repensar atitudes. Bem coisa de virada.

Não tenho muitas tradições de fim de ano. Geralmente passo os Natais com minha avó, ou minha tia, ou meus pais, porque Natal é família, né. Mas cada ano é uma caixa de surpresas. Nunca sei o que fazer nessa época. Acho dezembro um mês meio estranho, carregado demais. As pessoas parecem mais ansiosas, tudo à flor da pele.

Almocei com a Clau outro dia e estávamos conversando sobre isso. Passei a virada de 2006 pra 2007 na casa dela, na praia. E um pouco depois da meia-noite tentava falar com meus pais por telefone e as linhas estavam congestionadas. Uma loucura pra conseguir dar um “feliz ano-novo” a eles. E virada de ano é uma coisa forte. Um mundo inteiro em expectativa, querendo arrebentar os segundos. A contagem regressiva é sempre um teste emocional, pelo menos pra mim.

Bonjour mademoiselle – Detalhes de Veneza ou La Serenissima

21/11/2007

“federico aubele.
vous le connaissez?
donc, entrez dans le site myspace et écoutez! c’est tres bon!
gros bisous!
le français c’est facil! “

Carnaval em Veneza

O Rodrigo é meu amigo desde o primeiro semestre da faculdade. Me lembro dele no barzinho da Fabico dizendo “Nada a ver. Coldplay não tem nada a ver com Radiohead!”. Não Rodrigo, não tem. Ele acabou se incomodando com as chinelagens de jornalismo e foi parar em Engenharia Química. Baita CDF. Como deixamos de ser colegas, nos falávamos menos, mas volta e meia tomávamos nossos cafés, e todos os assuntos guardados por um bom tempo iam enchendo e esvaziando as xícaras da mesa. Um dia desse ano chegou me dizendo que ia pra França. “Como assim tu vai pra França?? Me conta isso direito!”

Então ele fez as provas, começou a fazer cursos de francês e inglês. E quando vi, tava tocando o interfone aqui de casa dizendo que tinha sido aceito na faculdade lá, e que estava indo embora. Caramba! Ele disse que ia!

Agora colocamos o papo em dia por msn e e-mail. Mais por e-mail. E como ele incorporou o espírito francês, acha que eu também devo fazer isso. Então me escreve em francês, e eu que me vire pra entender. Esses dias ele foi passar o fim de semana em Veneza e me mandou um e-mail – foi querido. mandou em português, porque o e-mail era enorme! – contando tudo. Aí vão trechos:

Olha só que máximo: as igrejas em Veneza (várias) datam de 800 até 1500, por aí. São de épocas diferentes das da França, que são de 1700 pra frente (as que conheço), então são bem interessantes! A cidade é toda de mármore! Na verdade, os italianos foram pra veneza, para fugir dos bárbaros, por isso ocuparam as ilhas da região para ficarem mais protegidos. Aí, a região começou a virar entreporto comercial para as Índias, e as pessoas ficaram muito ricas lá. Por isso tudo é de mármore! Rolou muita grana!

Nessa catedral (a de Maria Formosa Dei) tem uma torre enorme, de onde tu pode ver toda Veneza. Ela estava interditada para turistas! haha, não para mim. Durante o pouco tempo que estive lá, virei amigo do zelador, conversei horrores com ele! Zano! Italiano, que habita Veneza! Imagina morar em Veneza! Conversei horrores com ele! Bem legal! Cheio de coisa para contar! E o melhor, ele abriu uma exceçãozinha e deixou eu subir a torre.

“A praça de São Marcos é bem suja, mas é linda com aqueles pombos durante o dia e as luzes durante a noite”

“A vontade que tenho não é de sair conhecendo mais e mais cidades, mas de voltar de Veneza e ficar semanas conversando com aqueles velhinhos budegueiros, cheios de historias!

Eles vendem máscaras de carnaval por todas as ruas. Sabe aquelas de ficar segurando? tri massa, mas são caras!

Ele me contou ainda outro dia que comprou lá um livro de histórias macabras de Veneza. O livro foi escrito pelo filho de um vidraceiro de lá. E que ainda me mandará um cartão em preto e branco assim que tiver certeza de que as coisas que ele mandou para a mãe dele chegaram em segurança aqui no Brasil. Claro. Tudo escrito em francês. Pas mal!

Nº 12

19/11/2007

 

www.mininas.com.br

Demais!

Subway Song

17/11/2007

Olha que amor essa história. Tá, sou uma romântica assumida, nem adianta negar. O americano Patrick Moberg, de 21 anos, criou um site pra encontrar uma garota por quem se apaixonou em uma viagem de metrô, em Nova York. Ele fez o esboço da garota, com todos os detalhes da roupa, cabelo, e ainda acrescentou todas as informações de tempo e espaço de quando viu ela. Dois dias depois, encontrou a menina. Aqui, o site dele.

Sem especulações

13/11/2007

“(…) Porque o único sentido oculto das coisas
É elas não terem sentido oculto nenhum,
É mais estranho do que todas as estranhezas
E do que os sonhos de todos os poetas
E os pensamentos de todos os filósofos,
Que as coisas sejam realmente o que parecem ser
E não haja nada que compreender.

Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos: —
As coisas não têm significação: têm existência.
As coisas são o único sentido oculto das coisas. (…)”

Foi assim. O Alberto Caeiro, seguro e manso, contradisse o Fernando Pessoa. Perdido na sua multiplicidade, oblíquo, porque não eram a mesma pessoa, o nascido Pessoa mistificava também o discurso. O Fernando dizia que nada era transparente. “Não procures, nem creias: tudo é oculto”. O Alberto chegava quebrando tudo e afirmava a objetividade. Não tem nada de oculto nisso. É só viver e pronto.

Novos

05/11/2007

Atualizei a barra lateral com uns links:

Pequeno Sepuku — > tirinhas – traduções da Dora. Bem bacana. Dela também o The Perry Bible FellowShip Brasil .

The Criterion Collection. Tá ali do lado, junto com os links de cinema.

E sugiro uma passada com muita atenção pelo In Rainbows, novo álbum do Radiohead. De chorar no cantinho.