Archive for fevereiro, 2008

Sumirei

20/02/2008

Férias, gente, férias. As minhas, passarei em São Paulo. Já separei umas exposições para visitar, incluindo essa (uhu!) e essa. Também já reservei um sushi no bairro da Liberdade e tenho um show para ir. Quero ver a galeria Choque Cultural, porque tem uma mostra chamada Made In America, em que o Gary Baseman vai expor uns trabalhos. Adoro ele! Tem mais dez artistas norte-americanos participando, que não conheço. Vou pelo Baseman! Ah, se alguém tiver sugestões de lugares que DEVO conhecer, aceito! Deixa nos comentários, ok? Estarei mais ou menos online por lá. Hasta la vista!

P.S. Exatamente no dia 20 de fevereiro do ano passado eu estava embarcando para Buenos Aires, em início de férias. Percebi a coincidência há pouco tempo. Juro que não tinha planejado repetir a data.

Magic, Magic Position

17/02/2008

O Rafa me disse que eu precisava ouvir Patrick Wolf, porque eu ia gostar. Mais preciso, impossível. Comecei baixando The Magic Position, terceiro álbum, lançado em 2007. Espanta-me. Uma hora Patrick Wolf vem com piano, outra com violino, chama sons sintéticos, traz violoncelo e inventa. A sensação foi a mesma de quando ouvi Andrew Bird ou Sufjan Stevens (Come on fell the Illinoise!!) pela primeira vez, porém coloque um laptop na história e veja a diferença sonora resultante. Parece-me algo bem superior à técnica. Precisa ter muito talento, ainda mais tendo 24 anos de idade.

Em 2005, Wolf lançou Wind in the Wires, que apareceu entre os melhores álbuns lançados no ano. Ele escreveu todas as músicas, produziu e tocou quase todos os instrumentos, desde a viola até o ukulele – que é uma adaptação do cavaquinho – passando pelo baixo, piano, por sintetizadores e programações. Lycantrophy, o primeiro álbum, de 2004, mostra sons mais eufóricos (lembrar que em 2004 o cantor/compositor/multiinstrumentalista tinha apenas 20 anos. Saindo da adolescência…). No segundo álbum essa euforia já é menos visível e tem até algo de folk (daí as comparações com Bright Eyes). No terceiro álbum veio o equilíbrio. Tá perfeito. Achei algo que lembra Antony and The Johnsons na música Enchanted, mas também tem influências de Joni Mitchell. Dá pra entender a loucura disso? Já entrou pra lista dos mais ouvidos da semana.

“It’s you
Who puts me in the magic position, darling now
You’ve put me in the magic position
To live, to learn, to love in the major key”

Houve uma vez um carnaval com filmes

13/02/2008

Pelo contrário. Não, não abandonei esse espaço. Só precisava de uns dias away. Fiquei lendo coisas no papel, vendo filmes. O que me entristece um pouco, ou pelo menos me faz pensar sobre a viabilidade de ter um blog é que quando se fica longe do micro por um tempo, a vida parece mais interessante fora dele. E é, de fato. Mas sou refém daqui também, e a virtualidade me atrai como mel. Olhem esse site, que bacana. É de cinema. Falando em cinema, meu carnaval foi quase totalmente feito de telas. Não foi totalmente porque tínhamos uma casa grande, tínhamos amigos que “se mudaram” para essa casa grande durante o feriadão, tivemos cartas, boa culinária e festas fora da casa também. Mas a lista cinematográfica foi bem variada. Ainda no meu apartamento, na quinta (31/01), Mary Shelley tomou conta do DVD e me trouxe Frankenstein. O de 2004, com Julie Delpy e Luke Goss. Desde criança sempre fui fascinada por essa história e uma das coisas mais felizes que fiz foi ter lido o livro antes de assistir a qualquer versão do filme. Acho que lá pelos 10 anos, sei lá, vi uma cena na TV. Era em preto e branco, e acontecia em um grande galpão. Era bem a cena em que Victor Frankenstein tenta captar a corrente elétrica de um raio para dar vida ao “monstro”. Só me lembro dessa cena. Devia ser a versão de 1931. Quero ver essa também.

Seguindo a linha, já na casa da FêCris (no blog dela, aliás, toda a sinopse do incrível feriadão está contada de uma forma bem mais criativa e divertida. Recomendo!), ainda tivemos:

A Hora do Pesadelo – o primeiro filme em que Johnny Depp atuou! Ele bem novinho, com blusa anos 80 e tudo. De 1984. Nasci em 83.

Donnie Darko – filme que eu já tinha visto e que entendi melhor nessa segunda vez. Adoro. De 2001, alguns anos antes de Jake Gyllenhaal interpretar o cowboy gay em Brokeback Mountain.

-Ahm. Psicose, do Hitchcock. O de 1960. Eu já tinha visto algumas cenas da refilmagem (Gus Van Sant, 1998), com o Vince Vaughn no papel do Norman Bates, mas o antigo é melhor. Nem se compara. Mr Bates de 60 é muito mais convincente, porque realmente tem cara de ingênuo.

Paris, Texas – eu também já tinha visto. (Wim Wenders, 1984). Um filme maçante, feito de longos silêncios. A Nastassja Kinski está linda nele. Sempre falei que prefiro esse filme todo fatiado. Gosto de algumas cenas, muito mais do que do conjunto da obra.

– De volta ao lar, doce lar, na terça à noite, ainda teve Casa Vazia, do Kim ki-duk, e Old Boy, que não deu tempo pra terminar de ver e devolvi, pensando em alugar novamente qualquer dia desses para consumar o ato.

Aproveitando que falei do Kim ki-duk ali em cima, preciso falar ainda sobre Time, filme dele também. Foi por causa desse filme que aluguei Casa Vazia. Virei fã do diretor. Time é sobre um casal de namorados em crise. A garota acha que tudo está acontecendo porque o namorado cansou do rosto dela. Então o que ela faz? Desaparece da noite para o dia e passa seis meses sem dar notícias. Durante esse tempo, faz uma cirurgia plástica que a torna totalmente diferente do que era. Com o novo rosto, se apresenta ao ex-namorado. Os dois se conhecem novamente e começam a namorar, mas a relação não evolui porque ele não consegue tirar da cabeça a “antiga namorada”, que desapareceu sem dizer palavra alguma (esse não é o final! As coisas não são tão simples assim). O filme é bárbaro. Os lugares que o casal freqüenta, desde o café até a praia de esculturas gigantescas são de um bom gosto sem tamanho, além dos figurinos, que eu quis pra mim.

* * *

O ano realmente começou, assim como em breve também começarão as minhas férias (rá!). Viajarei. Sobre isso falo mais no próximo post. E ainda preciso cumprir o desafio da Fê, sobre a cena de cinema que eu gostaria de viver. Faz tempo, o desafio, eu sei, tou atrasada e já deveria ter postado. Tenho ela na cabeça e falo melhor sobre isso depois. A idéia é não demorar tanto pra voltar aqui dessa vez.