Houve uma vez um carnaval com filmes

13/02/2008

Pelo contrário. Não, não abandonei esse espaço. Só precisava de uns dias away. Fiquei lendo coisas no papel, vendo filmes. O que me entristece um pouco, ou pelo menos me faz pensar sobre a viabilidade de ter um blog é que quando se fica longe do micro por um tempo, a vida parece mais interessante fora dele. E é, de fato. Mas sou refém daqui também, e a virtualidade me atrai como mel. Olhem esse site, que bacana. É de cinema. Falando em cinema, meu carnaval foi quase totalmente feito de telas. Não foi totalmente porque tínhamos uma casa grande, tínhamos amigos que “se mudaram” para essa casa grande durante o feriadão, tivemos cartas, boa culinária e festas fora da casa também. Mas a lista cinematográfica foi bem variada. Ainda no meu apartamento, na quinta (31/01), Mary Shelley tomou conta do DVD e me trouxe Frankenstein. O de 2004, com Julie Delpy e Luke Goss. Desde criança sempre fui fascinada por essa história e uma das coisas mais felizes que fiz foi ter lido o livro antes de assistir a qualquer versão do filme. Acho que lá pelos 10 anos, sei lá, vi uma cena na TV. Era em preto e branco, e acontecia em um grande galpão. Era bem a cena em que Victor Frankenstein tenta captar a corrente elétrica de um raio para dar vida ao “monstro”. Só me lembro dessa cena. Devia ser a versão de 1931. Quero ver essa também.

Seguindo a linha, já na casa da FêCris (no blog dela, aliás, toda a sinopse do incrível feriadão está contada de uma forma bem mais criativa e divertida. Recomendo!), ainda tivemos:

A Hora do Pesadelo – o primeiro filme em que Johnny Depp atuou! Ele bem novinho, com blusa anos 80 e tudo. De 1984. Nasci em 83.

Donnie Darko – filme que eu já tinha visto e que entendi melhor nessa segunda vez. Adoro. De 2001, alguns anos antes de Jake Gyllenhaal interpretar o cowboy gay em Brokeback Mountain.

-Ahm. Psicose, do Hitchcock. O de 1960. Eu já tinha visto algumas cenas da refilmagem (Gus Van Sant, 1998), com o Vince Vaughn no papel do Norman Bates, mas o antigo é melhor. Nem se compara. Mr Bates de 60 é muito mais convincente, porque realmente tem cara de ingênuo.

Paris, Texas – eu também já tinha visto. (Wim Wenders, 1984). Um filme maçante, feito de longos silêncios. A Nastassja Kinski está linda nele. Sempre falei que prefiro esse filme todo fatiado. Gosto de algumas cenas, muito mais do que do conjunto da obra.

– De volta ao lar, doce lar, na terça à noite, ainda teve Casa Vazia, do Kim ki-duk, e Old Boy, que não deu tempo pra terminar de ver e devolvi, pensando em alugar novamente qualquer dia desses para consumar o ato.

Aproveitando que falei do Kim ki-duk ali em cima, preciso falar ainda sobre Time, filme dele também. Foi por causa desse filme que aluguei Casa Vazia. Virei fã do diretor. Time é sobre um casal de namorados em crise. A garota acha que tudo está acontecendo porque o namorado cansou do rosto dela. Então o que ela faz? Desaparece da noite para o dia e passa seis meses sem dar notícias. Durante esse tempo, faz uma cirurgia plástica que a torna totalmente diferente do que era. Com o novo rosto, se apresenta ao ex-namorado. Os dois se conhecem novamente e começam a namorar, mas a relação não evolui porque ele não consegue tirar da cabeça a “antiga namorada”, que desapareceu sem dizer palavra alguma (esse não é o final! As coisas não são tão simples assim). O filme é bárbaro. Os lugares que o casal freqüenta, desde o café até a praia de esculturas gigantescas são de um bom gosto sem tamanho, além dos figurinos, que eu quis pra mim.

* * *

O ano realmente começou, assim como em breve também começarão as minhas férias (rá!). Viajarei. Sobre isso falo mais no próximo post. E ainda preciso cumprir o desafio da Fê, sobre a cena de cinema que eu gostaria de viver. Faz tempo, o desafio, eu sei, tou atrasada e já deveria ter postado. Tenho ela na cabeça e falo melhor sobre isso depois. A idéia é não demorar tanto pra voltar aqui dessa vez.

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15 Respostas to “Houve uma vez um carnaval com filmes”

  1. gabriel Says:

    passei para dar um oi….somente um oi…mas acabei por comentar…e dos filmes…paris, texas, confesso que é o mais interessante… Cara confesso que este filme Time eu vou tentar ver…cara suas criticas sao show…é isso…saudações era só para ser um oi…realmente um sincero oi…


  2. grande Cris! estava tentando há esses tempos lembrar o nome de “Casa Vazia”, mas não vinha o dito título de jeito nenhum. Fiquei agora ainda mais curiosa pra ver.
    Beijo e ótemas férias!

  3. Matheus Says:

    acho bom.
    ^^

  4. Sandra Leite Says:

    Viajará?
    Sério?
    Jura?
    SP te aguarda!!!!

  5. Cris Says:

    Oi, Gabriel : )

    Pati, vê o filme, sim.
    E aproveita e loca Time junto. Já aviso que acho Time um pouco mais pesado. Eu prefiro esse, a Casa Vazia, mas ambos são bons. Valeu pelo “boas férias”!
    Beijão!

    Matheus, cá estou!

    Sandra, te juro que vou viajar. Hehe
    Acredita em mim, please.
    = )

  6. clara Says:

    saudades de parar e assistir a um bom filme! Tenho uma proposta (super decente viu) para ti fazer, depois das tão merecidas férias eu te conto. Aproveita.

    Ah e eu jah sei, sou um ser da calma e da praia

  7. Cris Says:

    Clara, ainda bem que tu avisou que é uma proposta decente. : )

    Aproveitarei, sim.

    Beijo!

  8. Vica Says:

    Me interessei nesse filme “Time”. Tu tirou em alguma locadora ou baixou o filme?

  9. Cris Says:

    Vica, eu aluguei aqui na Cia do Vídeo, na esquina da Loureiro com a Lima e Silva. Deve ter na Espaço também = )

  10. Natusch Says:

    Só para dar oi mesmo :)

  11. Cris Says:

    Oi, Igor! = )

  12. Rodrigo Says:

    Par rapport a carnaval com filmes, eu tambem ja tive o meu.
    Porto Alegre esvaziando na sexta de carnaval.
    Umas 19 horas fui pro gasometro em Poa. Tava passando um festival do Bertollucci: antes da revolucao, assedio e os sonhadores. Vi os tres. Sai de la, Porto Alegre vazia. Dai vi no sabado duas vezes Beleza Roubada.
    Depois li 1984. Foi bom esse carnaval.
    (desculpa a falta de acentos, mas no clavier frances nao tem)
    Beijos

  13. Rodrigo Says:

    Ah, por acaso ja saiu ai no Brasil o filme Paris, do Cédric Klapisch, o mesmo diretor de albergue espanhol e bonecas russas?
    O nome é pastelao pra caramba, mas vale apena, quando sair ai vejam.

  14. Cris Says:

    Rodrigo, eu me lembro de quando tu me contou que viu esses filmes! = )
    Tu veio todo empolgado contar que tava assistindo a todos os filmes do Bertolucci! E disse que eu precisava ver Assédio (ainda não vi, por sinal. Tá, mas já vi quase tudo dele. Não dá nada. Já vejo o que falta!)

    Não ouvi falar nada sobre o lançamento desse filme por aqui… Li algo sobre o orçamento, que era um dos mais caros da história do cinema francês. Com a Juliette Binoche… Verei!

    : )
    Beeeijo! Aproveita a semana de aniversário!! Se tu estivesse aqui, iria junto comigo no aniver da Jô e vocês comemorariam tudo junto!


  15. […] não gostando. Tolero, mas prefiro estar longe de toda a bagunça. No carnaval do ano passado eu vi trocentos filmes. Adorei a função em Beverly […]


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