Archive for março, 2008

The Jesus

29/03/2008

Saiu na Folha Ilustrada que eles vêm para o Brasil em novembro.

Bah, já ouvi que The Cure vinha agora em abril, inclusive para Porto Alegre, e não rolou. Ainda teve White Stripes. Óbvio, também não veio. The Jesus and Mary Chain, só acredito vendo.

Mais Cronenberg e outras coisas

27/03/2008

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Na verdade, Três Vezes Cronenberg:

“A editora Objetiva, por meio do selo Alfaguara, comprou os direitos de publicação por aqui de “Consumed”, título provisório do primeiro romance escrito pelo cineasta.

Calma, calma. De acordo com o diário inglês ‘The Independent’, em artigo de Graeme Neill publicado em 15 de março, o cineasta concluiu apenas as primeiras 40 páginas do livro. Foi o bastante, no entanto, para que editoras de diversos países travassem batalhas pelos direitos.

No Reino Unido, a editora Fourth Estate pagou um adiantamento de cinco dígitos (em libras) por essa aposta em relativa escuridão -o manuscrito deverá ser entregue apenas em 2009.

‘A abertura é absolutamente fantástica e não há motivos para pensar que o restante do livro seja inferior’, diz o editor Mark Richards, da Fourth Estate. A publicação especializada The Bookseller  informa que a trama do romance é protagonizada por um casal de jornalistas investigativos que trabalha em histórias distintas.

Ela está em Paris, apurando informações sobre o assassinato de uma mulher cujo corpo teria sido comido. Ele está em algum outro ponto da Europa, fazendo uma reportagem sobre um médico que desenvolveu novo tratamento de câncer. O que se segue, afirma Richards, vem da ‘imaginação formidável’ do cineasta.”

Cada um com Seu Cinema está em fase de pré-estréia em Porto Alegre e tem uma sessão neste sábado (29). Além do curta do Cronenberg, No Suicídio do Último Judeu do Mundo no Último Cinema do Mundo, – adorei o título! – outros 30 diretores apresentam seus trabalhos, em comemoração aos 60 anos do Festival de Cannes. Fazem parte da lista os irmãos Dardenne, Manoel de Oliveira, Atom Egoyan (Exótica), González Iñárritu (21 Gramas, Babel, Amores Brutos…), Abbas Kiarostami (não teve uma febrezinha de filmes iranianos a um tempo atrás? Ele fez parte.), Claude Lelouch (Crimes de Autor. Bem bom), David Lynch (merece um asterisco no fim do post), Walter Salles (Central do Brasil, Diários de Motocicleta, Paris, Eu Te Amo. Também merece asterisco), Roman Polanski (Repulsa ao Sexo, O Bebê de Rosemary. Asterisco ali), Gus Van Sant (Elefante, Paris, Eu Te Amo, e tem também a refilmagem de Psicose), Lars Von Trier (Dogville…), Wim Wenders (Paris, Texas…), Wong Kar-wai (Amor à Flor da Pele, 2046…), e tem mais gente. Confere nos roteiros.

Os asteriscos:

– Do Lynch: eu ia locar no carnaval aquela série Twin Peaks. Tentativa frustrada; já tinham locado o primeiro episódio. O carnaval passou e o tempo foi junto. Mal tenho locado filmes, mas a vontade de assistir continua.

Paris, Eu Te Amo: Cada Um Com Seu Cinema é um projeto nos mesmos moldes de Paris, Eu Te Amo, que por sinal, é um caça-níqueis. Curtas de diretores famosos, todos em uma obra só, com apenas um ponto de conexão. Criatividade à solta. Em Paris…, eram as relações com a/na cidade; em Cada um Com seu Cinema, o ponto de convergência são as salas de cinema.

O Bebê de Rosemary, do Polanski: viram que vai ser refilmado? Medo. Muito medo. Depois de já ter anunciado a refilmagem de A Hora do Pesadelo e Os Pássaros, a Platinum Dunes está negociando com a Paramount a compra dos direitos de O Bebê de Rosemary. O diretor do estrago será Michael Bay, de Transformers e Armageddon. Eu O-D-E-I-O refilmagens. Dificilmente superam o original.

3×4

25/03/2008

E aqui, a matéria que eu e o Flávio fizemos para a 3×4, publicação da faculdade. Terminamos no fim do ano passado, mas a revista só saiu agora em março, no início das aulas. O Corpo Humano é o Laboratório fala de como o cineasta canadense David Cronenberg retrata o corpo e a virtualidade – e a fusão de ambos – nas obras dele. Deu trabalho! ADOREI escrever sobre isso. E de quebra me deu uma idéia de tema para a monografia. Agora o negócio é ler, ler e ler. E cibercultura na cabeça, porque não vai fugir muito disso.

Rodrigo’s Soundtrack

25/03/2008

Uma pessoa desnaturada sempre pode tentar se redimir. Acredito nisso. Por isso ontem finalmente comecei a preparar o pacote que vou enviar ao Rodrigo, l’ami français, como eu já havia prometido a ele séculos atrás. Tem os cartões postais que comprei em São Paulo, anotações e um CD. Algumas músicas do CD sei que vou acertar em cheio. Outras, bah, nem idéia. Tá, eu tenho uma idéia. Se gravei pensando no gosto musical dele, obviamente não vou passar tão longe assim. Incluí um monte de músicas, para depois excluí-las aos poucos ou ir trocando tudo até chegar à lista abaixo. Cheguei à conclusão de que não cabe tudo em um CD só. Então depois mando outro. Ele tinha me pedido umas coisas calminhas, instrumentais e tal, mas resolvi contrariá-lo e ir do deprê ao eufórico. De melancólico, já chega o frio lá  : )

Como ficou:

1 – Sleep – Kimya Dawson
2 – Mad World – Michael Andrews & Gary Jules
3 – We Wave a Map of The Piano – Múm
4 – Fragile Wind – Tina Grace, Jayanta Bose and Nitin Sawhney
5 – Will You Still Love in December – Julie Doiron
6 – Wintermitts – Julie Doiron
7 – You Are What You Love – Jenny Lewis
8 – Anyone Else But You – The Moldy Peaches
9 – No More – Julie Doiron
10 – Dictionary – The Go Find
11 – Just like Honey – The Jesus & Mary Chain
12 – Where is My Mind – Pixies
13 – Bela Lugosi’s Dead (Bauhaus) – Nouvelle Vague
14 – Superstar (Carpenters) – Vincent Gillioz
15 –  My Baby Just Cares For Me – Nina Simone
16 – Dancing With Myself (Billy Idol) – Nouvelle Vague
17 – The Lovecats – String Quartet
18 – The Magic Position – Patrick Wolf
19 – Chicago – Sufjan Stevens
20 – Fake Palindromes – Andrew Bird

Acho que ele vai gostar. Enfim. Eu não sei fazer surpresas mesmo. No segundo CD tem Explosions in the Sky, Godspeed You! Black Emperor (isso se não for um disquinho só pra eles, porque cada música tem, no mínimo, 10 minutos!), Faun Fables, coisas assim, que não iam combinar com o primeiro.

eu receberia as piores notícias

19/03/2008

dos seus lindos lábios.

não sei se é uma boa história, se o livro está bem escrito, se tem frases de impacto ou aquelas que de tão simples e geniais, merecem uma marquinha de lápis, mas sempre fico repetindo esse título depois que o leio. com vastas emoções e pensamentos imperfeitos acontece o mesmo. 

* * * 

sometimes happy, sometimes blue.

Quase A Memistória: A Menina de Um Milhão de Nomes – episódio 4

18/03/2008

Sem forma, sem idade, sem vida quase, podia ser uma velha ou uma menininha. E esse modo de responder, Não sei, Não posso. Só eu é que não sabia e não podia. É por mim que você veio?, disse eu. Sim, disse ela. Pois bem, aqui estou, disse para mim mesmo. Sentei do lado dela mas me levantei imediatamente, de um salto, como sob o efeito de um ferro quente. Eu tinha vontade de ir embora, para saber se aquilo tinha terminado. Mas para me assegurar, antes de ir embora, pedi-lhe que me cantasse alguma coisa.

* * *

A continuação desta memistória poderá ser encontrada no blog Flor de Pano Escarlate, de Cláudia Flores. Para saber mais sobre o que é “Quase A Memistória” e como participar, veja estas instruções. O trecho acima é de autoria de Samuel Beckett, publicado no livro Primeiro Amor. Quase A Memistória: A Menina de Um Milhão de Nomes é uma iniciativa de Gustavo Faraon. Para ler a partir do Episódio 1, acesse o blog Idoso.

“So guess what? I’m pregnant”

14/03/2008

Sessão de cinema às 22h10min. Quase 22h e eu ainda no trabalho. Apurei pra terminar o relatório até as 22h e ainda daria tempo. 10 minutos pra chegar. Na verdade eu queria ver A Via Láctea, mas também queria ver Juno, e como o Guion é pertinho, eu tinha ingressos e a sessão de A Via Láctea já tinha começado há minutos e era longe, fui por Juno.

Já sabia que a trilha do filme era boa. Mott The Hoople, Belle & Sebastian, The Kinks, Velvet Underground, Buddy Holly, Cat Power e por aí vai. Baixei em casa e bah, Superstar by Sonic Youth fez minha cabeça. A Helena também me mandou uma versão do Vincent Gillioz, só instrumental (não, essa não tá no filme). Na mosca. A do Carpenters devo ter ouvido há alguns bons 18 anos, não sei. Minha mãe ouvia bastante. Naquela época eu já tinha um arquivo musical em formação, tirando umas interferências destrutivas.

(falei que perdi todos os meus mp3? Avalanche! Perdi. Sem chances de recuperar. Agora já estou baixando tudo de novo e até aceito contribuições. Boas intenções são bem-vindas).

Mas não é só a trilha, claro. A Juno (Ellen Page) tem uma personalidade forte e imponente, inversamente proporcional ao tamanhito do corpo. Parece um monstrinho manco andando com aquele barrigão, mas de repente fica linda, linda e parece a criatura mais meiga da face da terra.  Vale comentar também sobre as referências musicais e fílmicas que surgem nos diálogos entre ela e o Mark (Jason Bateman). Sabe os diálogos em The Dreamers? Em que um personagem fala sobre um filme, o outro lembra de outro, e de repente tu te sente convidado a participar da conversa? É isso. Nada como um roteiro bem escrito. Ponto para Diablo Cody, a ex-stripper que o escreveu. Touché.

“You are always trying to keep it real
I’m in love with how you feel
I don’t see what anyone can see, in anyone else
But you

Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu du
But you”

Webworld

13/03/2008

Pra quem gosta de tecnologia, cibercultura, comunicação, mídia e coisa e tal: Intermezzo 

* * *

R$ 1.050,00. Uma bagatela, o preço das inscrições para o World Web Expo Forum, que ocorre em São Paulo nos dias 18 e 19 de março. Nada que não possa ser pago com a venda de um dedo. Ainda me sobram nove, descontando os dos pés.

Dêem só uma olhada na programação.