Mais Cronenberg e outras coisas

27/03/2008

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Na verdade, Três Vezes Cronenberg:

“A editora Objetiva, por meio do selo Alfaguara, comprou os direitos de publicação por aqui de “Consumed”, título provisório do primeiro romance escrito pelo cineasta.

Calma, calma. De acordo com o diário inglês ‘The Independent’, em artigo de Graeme Neill publicado em 15 de março, o cineasta concluiu apenas as primeiras 40 páginas do livro. Foi o bastante, no entanto, para que editoras de diversos países travassem batalhas pelos direitos.

No Reino Unido, a editora Fourth Estate pagou um adiantamento de cinco dígitos (em libras) por essa aposta em relativa escuridão -o manuscrito deverá ser entregue apenas em 2009.

‘A abertura é absolutamente fantástica e não há motivos para pensar que o restante do livro seja inferior’, diz o editor Mark Richards, da Fourth Estate. A publicação especializada The Bookseller  informa que a trama do romance é protagonizada por um casal de jornalistas investigativos que trabalha em histórias distintas.

Ela está em Paris, apurando informações sobre o assassinato de uma mulher cujo corpo teria sido comido. Ele está em algum outro ponto da Europa, fazendo uma reportagem sobre um médico que desenvolveu novo tratamento de câncer. O que se segue, afirma Richards, vem da ‘imaginação formidável’ do cineasta.”

Cada um com Seu Cinema está em fase de pré-estréia em Porto Alegre e tem uma sessão neste sábado (29). Além do curta do Cronenberg, No Suicídio do Último Judeu do Mundo no Último Cinema do Mundo, – adorei o título! – outros 30 diretores apresentam seus trabalhos, em comemoração aos 60 anos do Festival de Cannes. Fazem parte da lista os irmãos Dardenne, Manoel de Oliveira, Atom Egoyan (Exótica), González Iñárritu (21 Gramas, Babel, Amores Brutos…), Abbas Kiarostami (não teve uma febrezinha de filmes iranianos a um tempo atrás? Ele fez parte.), Claude Lelouch (Crimes de Autor. Bem bom), David Lynch (merece um asterisco no fim do post), Walter Salles (Central do Brasil, Diários de Motocicleta, Paris, Eu Te Amo. Também merece asterisco), Roman Polanski (Repulsa ao Sexo, O Bebê de Rosemary. Asterisco ali), Gus Van Sant (Elefante, Paris, Eu Te Amo, e tem também a refilmagem de Psicose), Lars Von Trier (Dogville…), Wim Wenders (Paris, Texas…), Wong Kar-wai (Amor à Flor da Pele, 2046…), e tem mais gente. Confere nos roteiros.

Os asteriscos:

– Do Lynch: eu ia locar no carnaval aquela série Twin Peaks. Tentativa frustrada; já tinham locado o primeiro episódio. O carnaval passou e o tempo foi junto. Mal tenho locado filmes, mas a vontade de assistir continua.

Paris, Eu Te Amo: Cada Um Com Seu Cinema é um projeto nos mesmos moldes de Paris, Eu Te Amo, que por sinal, é um caça-níqueis. Curtas de diretores famosos, todos em uma obra só, com apenas um ponto de conexão. Criatividade à solta. Em Paris…, eram as relações com a/na cidade; em Cada um Com seu Cinema, o ponto de convergência são as salas de cinema.

O Bebê de Rosemary, do Polanski: viram que vai ser refilmado? Medo. Muito medo. Depois de já ter anunciado a refilmagem de A Hora do Pesadelo e Os Pássaros, a Platinum Dunes está negociando com a Paramount a compra dos direitos de O Bebê de Rosemary. O diretor do estrago será Michael Bay, de Transformers e Armageddon. Eu O-D-E-I-O refilmagens. Dificilmente superam o original.

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4 Respostas to “Mais Cronenberg e outras coisas”


  1. Twin Peaks é imperdivel. Provavelmente uma das melhores series ja feitas para a TV. Boa sorte na proxima vez!

  2. Natusch Says:

    “O Bebê de Rosemary, do Polanski: viram que vai ser refilmado?”

    Argh. Me diz que tu tá brincando. Mesmo que não esteja brincando, não faz diferença. Me diz que tu tá brincando… o.O

  3. Cris Says:

    Roque, valeu pela força. Na próxima eu alugo!
    : )

    Natusch, óbvio. Jura que eu ia acreditar numa notícia dessas. Óbvio que tou brincando. Tu levou a sério?

    (Convenci?)

    Bom, agora é torcer, né? Ou não assistir à refilmagem ou ver só pra confirmar o estrago.

  4. clau Says:

    ai, vamos ver essa refilmagem do bebê de rosemary! tudo bem que o original é imbatível, mas vejam pelo lado positivo… a refilmagem dA profecia, por exemplo, até que foi boazinha, inclusive com a mia farrow como babá!


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