Control

11/06/2008

Control

Fui ver Control, a cinebiografia em preto e branco do Ian Curtis, dirigida pelo holandês Anton Corbjin. A opção pela ausência de cores no filme foi porque o Corbjin é fotógrafo e registrou memoráveis imagens em P&B do Joy Division, que foi, inclusive, a primeira banda a ser fotografada por ele.

Como sempre, no Guion as salas são vazias. Até achei que nessa sessão teria mais gente e que, a exemplo do que aconteceu em Across the Universe, os espectadores cantariam algumas letras junto com o filme e tal. Mas graças a deus não foi nada. Eu não gosto dessas manifestações de idolatria que às vezes acontecem nas salas de cinema. Os fãs do Joy Division, parece-me, são menos exaltados. Nem tinham como agir diferente assistindo a um filme cinzento e melancólico (mas nem por isso são menos fãs, GARANTO MUITO).

A atuação de Sam Riley como Ian Curtis é impecável. Impressionante como ele conseguiu encenar tão bem os gestos sem rumo do vocalista no palco e as crises de epilepsia. Saí do cinema meio abalada. Até deu uma vontadezinha de chorar, mas tenho ressalvas quanto à profundidade com que foram tratados os motivos pelos quais o Ian Curtis cometeu suicídio. Não sei, ficou a impressão de que tudo aquilo que levou ele ao ato extremo não parece realmente tão forte para justificar isso. Não senti na pele assistindo ao filme, sabe? Quando vi Piaf saí do cinema corroída. MESMO. Em Control isso aconteceu só na última crise epilética.

A filha do Ian Curtis, Natalie, já se manifestou sobre o filme, e o Peter Hook, baixista do New Order, também, e meio de cara com o diretor.

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4 Respostas to “Control”

  1. Cícero Says:

    Bela sugestão! Faz tempo que não vou no Guion… Agora tenho um motivo!
    Foi bom te rever!
    Até mais!

  2. Cris Says:

    Não te arrependerás. Mas te apressa, porque acho que não vai ficar muito tempo em cartaz ali.
    Bom te ver também, Cícero.
    : )

  3. Rafael Terra Says:

    Bah, quero muito ver esse filme e também cortar meu cabelo igual ao da foto aí. Muito legal!

  4. miguel Says:

    tive exatamente a mesma sensação sobre o filme…

    talvez com medo de cair no exagero, quis ser mais contido, e no fim tudo pareceu fraco demais :T faltou o sofrimento

    mas tecnicamente, o filme é muito bacana


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