Archive for the 'amigos' Category

Fotografias e Mistério no Bosque, mas não necessariamente ao mesmo tempo*

12/02/2009

*a cacofonia nasalizadora é permitida. Tenho licença poética.

Como eu escrevi no post anterior, o arquivo em que estavam as fotos da casa da Lenara e do Romanoff corrompeu. Ele me mandou tudo novamente logo no dia seguinte ao post (segunda-feira, acho). A Lenara ainda me deixou um comentário todo fofo com o link de onde ela armazena as fotos.

A estante do quarto é bem grandona. Sério, cabe um monte de coisas:

leao-querido1

A sala, assim, com luz fraquinha, fica com cara de inverno. Bem europeu... Tem um gatinho verde ali na estante :)

gatinho-querido-11

A fachada:

fachada-da-casa-querida

Bah, e o bosque (!), bem pertinho da casa, pelo que eu entendi :)

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* * *

*Já que falamos nisso ou “cuide em que bosque você pisa”: no primeiro filme de terror a que eu assisti, lá pelos 7… 8 anos de idade, não lembro bem,  as cenas mais “fortes” aconteciam em um bosque, então eu fiquei com a sensação de que todos os bosques têm algo de expressivo, para não dizer tenso, além das folhas secas. O filme, por sinal, também foi o primeiro terror produzido pela Disney. Chama-se Mistério no Bosque/Olhos na Floresta (The Watcher in the Woods) e tem a Bette Davis no elenco.

Como a Disney é uma companhia mais voltada para o público infantil, os sustos são leves, naturalmente, e nem dão muito medo (hoje, porque na época eu fiquei apavorada). Os efeitos especiais estão até meio defasados, já que o filme é de 1980. Acabou virando cult. No Boca do Inferno também tem alguma coisa sobre ele.

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Gabriel

06/09/2008

O nome do meu filho vai ser Gabriel. Isso não é um futuro próximo. Isso é “um dia”. Não sei exatamente de onde surgiu essa convicção. São duas, as convicções, aliás. A primeira é a de que eu terei um menino, e não uma menina. Segundo, a escolha do nome foi sendo moldada aos poucos. Acho que minha mãe certa vez, quando eu era pequena, me contou que Gabriel era o nome de um anjo (e essa é a origem do nome do meu irmão mais novo). Gabriel é o arcanjo da esperança, revelador das boas novas, a quem foi confiada a maior de todas as missões: anunciar a chegada de Jesus.  É também o anjo mais representado nas telas de cinema. Criança ainda, eu fiquei impressionada com a história, e com o nome na cabeça. Outras coisas, com o passar dos anos, foram somando-se à sensação boa que o nome sempre me causa. Coisas simples, na verdade, como agradáveis coincidências. E não, NÃO acredito em recados divinos. Vide explicação no parágrafo seguinte. Hoje o que menos importa é se Gabriel era ou não um anjo. É a beleza do nome que me prende a atenção. Milhares de boas impressões que eu não sei descrever surgem na minha cabeça quando alguém diz que se chama Gabriel. Estranho é eu pensar que já escolhi o nome do filho que não vai ser só meu. Espero que o futuro pai da criança concorde com a idéia. Pra mostrar como todo Gabriel é cativante, ó, meu irmão, a váááaaaarios anos atrás. I-MUN-DO, brincando. Ele continua  gatinho assim, só que UM POUQUINHO maior:

Não sigo nenhuma religião, e talvez minha mãe fique chateada ao ler isso. Talvez por não ter uma crença profunda no Deus que teoricamente é o pai da humanidade, senti falta de algo em que acreditar quando o Bruno, meu amigo, morreu. Me senti vazia, com pensamentos vagos e senti a morte e a vida dispersas em todo canto, no ar. Há séculos não entro em uma igreja sem ser por mero interesse pelo seu valor arquitetônico e/ou pela arte contida nas imagens, nas paredes, em todos os cantos. A mesma coisa com a Bíblia. Não a vejo como um instrumento de guia para valores e condutas, e sim como uma obra histórica e documental. Não consigo crer que ali estão todas as grandes verdades. A Bíblia entrou para a minha lista de leituras obrigatórias, que por sinal, só aumenta, pela sua riqueza literária (poesia, profecia, anjos, pestes, demônios e alguma ironia), histórica e geográfica. É preciso considerar, sem a pretensão de reduzir o valor ou igualar a qualquer outra obra, que a Bíblia é UM LIVRO; o mais amplamente lido e distribuído de todos os tempos, e também o mais censurado, queimado e perseguido. Transcende diferenças culturais e temporais. Acho que me expliquei em relação a isso

O Rodrigo, já tão citado por aqui, sem saber sobre essa minha afeição por Gabriel, o nome, outro dia me mandou procurar Gabriel, a música, da Lamb, uma banda britânica (um duo, na verdade). Aliás, até esse post ir para o ar, acho que pouquíssima gente sabia que o meu filho, que sequer foi gerado ainda, enfim, assim um dia se chamará. Não é um grande segredo. Continuando, o Rodrigo sempre acerta! Adorei. O último álbum da Lamb, What Sound, foi lançado em 2005 e depois disso a dupla se desfez. Quem gosta de Lamb, provavelmente também gostará de Antony and The Johnsons e St. Vincent. Hmmm. Lembra também um pouco de Portishead e Massive Attack. De St. Vincent, sugiro que comecem a ouvir pelas músicas Marry Me ou We Put A Pearl In The Ground. Your Lips Are Red também é bonita. A St. Vincent só lançou um álbum até agora (Marry Me).

O vídeo de Gabriel:

Outra, enquanto eu escrevia aqui, o Flávio me mandou o link desta página, que foi por onde ele conheceu Lamb. Ali são disponibilizados materiais sobre cinema, música, literatura, aquitetura… Bem legal :)

* Existe uma trilogia chamada The Prophecy, de Gregory Widen (no Brasil, Os Anjos Rebeldes I, II e III). Os três filmes têm como protagonista o Christopher Walken (ele já protagonizou também Na Hora da Zona Morta, do Cronenberg), e o Viggo Mortensen, que volta e meia atua em filmes do Cronenberg também, fez o primeiro da seqüência. A história é uma fantasia, terror propriamente dito, em que a “fábula” bíblica sobre a guerra dos anjos, em que Lucifer, o anjo caído, e Gabriel, o anjo a quem foi aplicada a autoridade para vencer Lucifer, lutam entre si. O filme, porém mostra Gabriel como um ser cruel, diferente das passagens originais. Gabriel como anjo caído foi uma criação de roteiro para o filme, FICÇÃO não baseada na Bíblia. Mas sobre essa história da revolta dos anjos eu falo mais depois. Acho bem legal, por sinal. Ahh,  sim, sim,  mais uma coisa pra acabar o post sem anjos renegados. Tem também o filme do Wim Wenders, Asas do Desejo, que se passa em Berlim, no pós-guerra, com o Bruno Ganz (Pão e Tulipas, Nosferatu – O Vampiro da Noite…) e o Otto Sander, (Far Away, So Close, também do Wim Wenders e com a mesma temática de Asas do Desejo, O Einstein do Sexo, etc). O argumento do filme é do escritor e dramaturgo austríaco Peter Handke, de quem cito abaixo um trecho do poema Song of Childhood:

“When the child was a child,
It was the time for these questions:
Why am I me, and why not you?
Why am I here, and why not there?
When did time begin, and where does space end?
Is life under the sun not just a dream?
Is what I see and hear and smell
not just an illusion of a world before the world?
Given the facts of evil and people.
does evil really exist?
How can it be that I, who I am,
didn’t exist before I came to be,
and that, someday, I, who I am,
will no longer be who I am?”

As celebrações

30/08/2008

– “Amores que de tão perfeitos não podem ser gastos”, nas palavras bem pontuadas do anônimo freqüentador do Isso é Bossa Nova, em um comentário. Se não podem ser gastos, bem, permita-me o contraditório direito de desejar alguns defeitos.

– A arte existe para que a verdade não nos destrua.

– Recordar: do latim re-cordis, voltar a passar pelo coração.

– O diagnóstico e a terapêutica

Além disso, as telas, as pessoas, os atos, domínio e imagem. Ah, e os intervalos.

Então fale sobre o tempo

01/08/2008

Créditos da imagem, para ele

A Europa me roubou mais um amigo na quarta-feira. Ah, que droga. Fui para o aeroporto toda chorona, me despedir, engolindo a falta que os cafés com ele vão me fazer. Até onde uma coisa pode ser considerada drama? Enfim. Minha memória ainda foi competente e honesta em me lembrar que eu estava com um livro do Ricardo na estante. Eu Receberia As Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios. Ainda não li, e o livro esteve ali o tempo todo. Simplesmente não tive o bom senso de me lembrar que não era meu e que o dono dele estava indo embora dentro de poucos dias. Peguei rápido o livro e bati a porta sem voltar pra conferir se havia desligado as luzes. Não dava mais tempo. Entrei no ônibus e sentei na primeira poltrona após a roleta, ao lado do cobrador. Larguei o livro no lugar vazio ao meu lado. Quanto tempo até o aeroporto? Chegaremos lá às doze e dez. Paciência. O avião saía às doze e meia. O cobrador olhou para o livro: desculpe a indiscrição, mas muito bonito o título do teu livro. É. Foi por isso que eu pedi emprestado, mas ainda não li.

Cheguei ao aeroporto a tempo de ver o Ricardo no portão de embarque. Ah, sabe, eu acho esses rituais de despedida bem importantes, seja lá qual for o motivo. Acho que é importante dizer oi, tchau, volte logo, não volte nunca mais, mas não gosto de dizer não volte nunca mais, por isso não sei se alguma vez disse isso para alguém. Para ele, amigo de ótimas conversas, Paris, Texas e astrologia, eu fui dizer até logo. Ele já estava entregando o bilhete. Deu tempo! Abracei um abraço meio solto e apressado e estendi o livro. Fica, fica, fica, ele me disse, estendendo o livro de volta, e se foi para a Alemanha.

Eu ainda tinha uma tarde toda de trabalho pela frente. I’m free to do what I want any old time. O Mick Jagger não calava a boca no carro durante o caminho de volta do aeroporto. I’m free to sing my song knowing it’s out of trend. Eu não sei, eu não sei. Essa liberdade não existe. Ou existe e eu ainda não aprendi a enxergá-la como deveria. Passei o dia pensando nas coisas que ando pensando na última semana. Repensando, por sinal. A Clara uma vez me questionou: o que te segura aqui, Cris, o quê? Minha faculdade, meu trabalho, algo mais, não sei. Já não moro com meus pais, mas minha irmã está aqui ao lado e não queria sair de perto dela. Desculpa tua, a Clara me disse. Pode ser. Minha família vai estar comigo onde quer que eu esteja e já aprendi a negociar com a distância, mas não sei se gosto da idéia de depender da sorte. Às vezes vale a pena. Já valeu muitas vezes. Descomplique(se). A faculdade, pelo menos, vou deixar que me complete.

Nessa mesma conversa com a Clara discutimos o que nos prende a algum lugar. Cheguei em casa hoje pensando sobre isso e fui para a cozinha, fazer a minha janta. Senti uma docilidade tão grande nas paredes brancas e na louça suja na pia. Uma presença humana muito estranha e comovente, talvez parecida com o remorso que sinto quando percebo que passei tempo demais sem molhar as plantas da sala. Como se eu estivesse desprezando meu lar sem motivo ao dizer que aqui nada me prende. Minha mãe já me falou sobre isso também quando me contou a história da nossa família. Eram desertores de guerra, Cristiana. Cada filho nasceu em um país. Teu avô nasceu na Argentina, e por isso viemos parar aqui no Sul. Mas antes disso eles viviam fugindo de um país para outro. Quando visitamos pela última vez a casa onde tua bisavó morou, em Bagé, o pequeno buraco que ela tinha no chão do sótão ainda existia. Na época era coberto por um tapete, e lá ela guardava as schmiers (geléias) que fazia. Mas sabíamos que aquele buraco no chão não havia sido feito para esconder doces. O vô Eda, nos anos 80 inventou de procurar outros cantos do Brasil, e foi para o Mato Grosso. Então ele e tua avó passavam seis meses morando lá, e seis meses aqui no Sul. Era sempre assim. Ainda penso que esse medo que eles sentiam continuou seguindo a família mesmo depois que ela se estabeleceu em um lugar. E eu ainda não sei se estou no meu lugar. Pois é. Eu também não, mãe.

Sinto que Porto Alegre me acolhe como se fosse um cobertor quando chega o inverno. O sol abraça de uma forma intensa demais aqui. É impressionante. Mas sabe que eu senti isso em Buenos Aires também? E talvez eu só não tenha sentido isso ainda em outros lugares do mundo porque não conheço o mundo. Precisamos usar mais os mapas, os países, a cidade e usar mais as ruas. Indo para o aeroporto vi que algumas ruas pareciam parte de outra cidade. Não é só o meu apartamento que eu quero considerar minha casa. Sinto falta de expandir o que considero ser o meu lar, doce lar. O mundo um dia não te disse seja bem-vindo?

Acho que no fundo eu morro de medo de mudanças. Normal, todo mundo sente isso, mas eu não gosto de justificar os meus receios apontando receios alheios e coletivos. Acho falta de criatividade. Eu estou falando em mudanças no geral, mudanças de emprego, de apartamento, de ponto de vista e temperamento, e de lar. E outras. Mas ninguém foi feito pra ser pedra, certo? No meu caminho tinha uma pedra e não era eu. Passei a quarta-feira toda trabalhando e olhando para o livro que eu trouxe de volta do aeroporto. Às vezes folheava algumas páginas. Conhecer Lavínia tornou invisíveis as outras mulheres. Tornou-as indesejáveis. Fiquei imune à sedução. Página 51, segundo parágrafo. Preciso terminar logo a faculdade, e agora está perto, só que a minha busca nos últimos semestres tem sido muito mais do que por encerrar esse tempo, mas aproveitá-lo. E tenho arrancado páginas de livros com os olhos nos últimos dias, os últimos de férias. Segunda-feira as aulas recomeçam, e o meu tempo para a literatura vai diminuir, então vou ficar um pouco mais sozinha. Mas ainda tem o mundo, não? E por mais que ele seja um traço um pouco borrado, eu não quero sentir que estou “presa” na minha própria casa.

Cause I’m raining

20/07/2008

Em homenagem ao belo dia de chuva e ao dia do amigo

“Rain in Cracow”, tirada daqui

“Rain Stroll”, tirada daqui

“Vampire Season”, daqui

E mais fotos em “13 Fabulous Photos of a Rainy Day

Coisa de indie

19/07/2008

Eles estão por toda parte, falando com ponto final e tudo, diz o Ariel, com a maior carinha de nojo. Ó, o site que ele me mandou: daytrotter.com

Gostei das ilustrações. Mas tem coisas sobre bandas, artistas e tal. Legalzinho  : )

Falando nisso, domingo tem show do Conor Oberst no Santander. Ihu. Eu vou. Lembro que quem me apresentou Bright Eyes, a banda do Oberst, foi o Bruno, nos tempos em que ainda trabalhávamos de madrugada, no offline (hmm, difícil explicar o que é o offline, mas resumindo, publicávamos as versões online dos jornais do Grupo RBS. Entendeu?). Ele disse que havia comprado uma camiseta dessa banda pra Analu, mas não sabia muito bem se as músicas eram boas, porque não conhecia. Comprou porque a camiseta era bonita… Nos olhamos meio em dúvida, e cada um foi pra um computador procurar no Google. Chegamos à conclusão de que tinha valido a pena comprar a camiseta. Se não me engano ele até comprou um CD deles depois. Ou foi um do Iron and Wine, não me lembro exatamente. Triste ele não estar mais aqui pra ir junto no show. Ia gostar.

Rodrigo’s Soundtrack

25/03/2008

Uma pessoa desnaturada sempre pode tentar se redimir. Acredito nisso. Por isso ontem finalmente comecei a preparar o pacote que vou enviar ao Rodrigo, l’ami français, como eu já havia prometido a ele séculos atrás. Tem os cartões postais que comprei em São Paulo, anotações e um CD. Algumas músicas do CD sei que vou acertar em cheio. Outras, bah, nem idéia. Tá, eu tenho uma idéia. Se gravei pensando no gosto musical dele, obviamente não vou passar tão longe assim. Incluí um monte de músicas, para depois excluí-las aos poucos ou ir trocando tudo até chegar à lista abaixo. Cheguei à conclusão de que não cabe tudo em um CD só. Então depois mando outro. Ele tinha me pedido umas coisas calminhas, instrumentais e tal, mas resolvi contrariá-lo e ir do deprê ao eufórico. De melancólico, já chega o frio lá  : )

Como ficou:

1 – Sleep – Kimya Dawson
2 – Mad World – Michael Andrews & Gary Jules
3 – We Wave a Map of The Piano – Múm
4 – Fragile Wind – Tina Grace, Jayanta Bose and Nitin Sawhney
5 – Will You Still Love in December – Julie Doiron
6 – Wintermitts – Julie Doiron
7 – You Are What You Love – Jenny Lewis
8 – Anyone Else But You – The Moldy Peaches
9 – No More – Julie Doiron
10 – Dictionary – The Go Find
11 – Just like Honey – The Jesus & Mary Chain
12 – Where is My Mind – Pixies
13 – Bela Lugosi’s Dead (Bauhaus) – Nouvelle Vague
14 – Superstar (Carpenters) – Vincent Gillioz
15 –  My Baby Just Cares For Me – Nina Simone
16 – Dancing With Myself (Billy Idol) – Nouvelle Vague
17 – The Lovecats – String Quartet
18 – The Magic Position – Patrick Wolf
19 – Chicago – Sufjan Stevens
20 – Fake Palindromes – Andrew Bird

Acho que ele vai gostar. Enfim. Eu não sei fazer surpresas mesmo. No segundo CD tem Explosions in the Sky, Godspeed You! Black Emperor (isso se não for um disquinho só pra eles, porque cada música tem, no mínimo, 10 minutos!), Faun Fables, coisas assim, que não iam combinar com o primeiro.

Houve uma vez um carnaval com filmes

13/02/2008

Pelo contrário. Não, não abandonei esse espaço. Só precisava de uns dias away. Fiquei lendo coisas no papel, vendo filmes. O que me entristece um pouco, ou pelo menos me faz pensar sobre a viabilidade de ter um blog é que quando se fica longe do micro por um tempo, a vida parece mais interessante fora dele. E é, de fato. Mas sou refém daqui também, e a virtualidade me atrai como mel. Olhem esse site, que bacana. É de cinema. Falando em cinema, meu carnaval foi quase totalmente feito de telas. Não foi totalmente porque tínhamos uma casa grande, tínhamos amigos que “se mudaram” para essa casa grande durante o feriadão, tivemos cartas, boa culinária e festas fora da casa também. Mas a lista cinematográfica foi bem variada. Ainda no meu apartamento, na quinta (31/01), Mary Shelley tomou conta do DVD e me trouxe Frankenstein. O de 2004, com Julie Delpy e Luke Goss. Desde criança sempre fui fascinada por essa história e uma das coisas mais felizes que fiz foi ter lido o livro antes de assistir a qualquer versão do filme. Acho que lá pelos 10 anos, sei lá, vi uma cena na TV. Era em preto e branco, e acontecia em um grande galpão. Era bem a cena em que Victor Frankenstein tenta captar a corrente elétrica de um raio para dar vida ao “monstro”. Só me lembro dessa cena. Devia ser a versão de 1931. Quero ver essa também.

Seguindo a linha, já na casa da FêCris (no blog dela, aliás, toda a sinopse do incrível feriadão está contada de uma forma bem mais criativa e divertida. Recomendo!), ainda tivemos:

A Hora do Pesadelo – o primeiro filme em que Johnny Depp atuou! Ele bem novinho, com blusa anos 80 e tudo. De 1984. Nasci em 83.

Donnie Darko – filme que eu já tinha visto e que entendi melhor nessa segunda vez. Adoro. De 2001, alguns anos antes de Jake Gyllenhaal interpretar o cowboy gay em Brokeback Mountain.

-Ahm. Psicose, do Hitchcock. O de 1960. Eu já tinha visto algumas cenas da refilmagem (Gus Van Sant, 1998), com o Vince Vaughn no papel do Norman Bates, mas o antigo é melhor. Nem se compara. Mr Bates de 60 é muito mais convincente, porque realmente tem cara de ingênuo.

Paris, Texas – eu também já tinha visto. (Wim Wenders, 1984). Um filme maçante, feito de longos silêncios. A Nastassja Kinski está linda nele. Sempre falei que prefiro esse filme todo fatiado. Gosto de algumas cenas, muito mais do que do conjunto da obra.

– De volta ao lar, doce lar, na terça à noite, ainda teve Casa Vazia, do Kim ki-duk, e Old Boy, que não deu tempo pra terminar de ver e devolvi, pensando em alugar novamente qualquer dia desses para consumar o ato.

Aproveitando que falei do Kim ki-duk ali em cima, preciso falar ainda sobre Time, filme dele também. Foi por causa desse filme que aluguei Casa Vazia. Virei fã do diretor. Time é sobre um casal de namorados em crise. A garota acha que tudo está acontecendo porque o namorado cansou do rosto dela. Então o que ela faz? Desaparece da noite para o dia e passa seis meses sem dar notícias. Durante esse tempo, faz uma cirurgia plástica que a torna totalmente diferente do que era. Com o novo rosto, se apresenta ao ex-namorado. Os dois se conhecem novamente e começam a namorar, mas a relação não evolui porque ele não consegue tirar da cabeça a “antiga namorada”, que desapareceu sem dizer palavra alguma (esse não é o final! As coisas não são tão simples assim). O filme é bárbaro. Os lugares que o casal freqüenta, desde o café até a praia de esculturas gigantescas são de um bom gosto sem tamanho, além dos figurinos, que eu quis pra mim.

* * *

O ano realmente começou, assim como em breve também começarão as minhas férias (rá!). Viajarei. Sobre isso falo mais no próximo post. E ainda preciso cumprir o desafio da Fê, sobre a cena de cinema que eu gostaria de viver. Faz tempo, o desafio, eu sei, tou atrasada e já deveria ter postado. Tenho ela na cabeça e falo melhor sobre isso depois. A idéia é não demorar tanto pra voltar aqui dessa vez.