Archive for the 'Nostalgia' Category

26

09/04/2009
Com 4 ou 5 anos(não lembro!). Desde aquela idade eu já esbanjando charme...

Com 4 ou 5 anos (acha que foi ontem??). Esbanjando charme desde a infância...

Sem traumas.

Mas só atualizo o perfil da barra lateral depois que passar da meia-noite de hoje.

*(me liguei agora: ter uma categoria para posts chamada “nostalgia” é muito emo)

09/05/2007


Acabou de ser lançado pela L&PM o Snoopy nº2, com a tradução da Cássia, a quem, por sinal, peço licença para roubar essa informação. Li no blog dela.

* * *

Eu tinha um Snoopy quando eu era pequena. Nem sei onde foi parar, mas eu carregava ele pelas orelhas, bem como a Mônica faz com o coelho dela. Levando em conta meu poder de destruição de brinquedos, ele até que durou bastante.

24/04/2007

Minha irmã resolveu desenterrar meus CD’s da Legião. De tempos em tempos ela faz isso. E sabe, eles estavam bem esquecidos… Ouvi tanto, mas tanto, que enjoei. Bem, os fãs que me perdoem (e olha que eu tenho todos os CDs),  mas a voz do Renato Russo é enjoativa, sim. Ainda gosto, mas bem menos do que na adolescência. Legião me lembra sempre do primeiro menino com quem fiquei. Comecei a ouvir por causa dele e acabei gostando da banda. Eu tinha 14, ele 15. Bem carinha de guri, uma baita tatuagem de águia nas costas e camisetas que eu conhecia de longe. Na verdade era o mais feinho da turma. Eu não achava. “Tu tem gosto estragado”, diziam minhas amigas. Às vezes ainda dizem. “Me prendo em detalhes”, eu respondo.

Esses dias acordei e a Sara tava ouvindo “Sexo Verbal”, na versão que o Pato Fu fez:

“Feche a porta do seu quarto
porque se toca o telefone
pode ser alguém
com quem você quer falar
por horas e horas e horas

Tem coisa mais juvenil e boba e risonha do que isso? Nem desconfiava minha mãe que não era para ouvir música que eu fechava a porta do quarto.

De onde vêm os hábitos

15/10/2006

Da minha infância, uma das claras lembranças que tenho é o fundo do quintal da casa da minha avó. Um quintal enorme, todo coberto por gramado. Quando aconteciam aquelas reuniões de família, eu sempre dava um jeitinho de fugir dos olhos de todos e ir lá pro fundo. Sentava em uma pedra, ao pé de uma árvore bem alta, não me lembro de quê, exatamente. Talvez de abacate. É uma boa fruta. Gosto da cor dela. Eu sentava ali e ficava um bom tempo quietinha, ouvindo de longe a conversa dos adultos. E o silêncio que fazia nos intervalos delas. A parte de que mais gostava era quando minha mãe ficava quieta por uns instantes e, de repente, soltava a pergunta pra quem soubesse responder: “Cadê a Cristiana?”. Eu era uma anti-social assumida, obviamente. Mas eu gostava de ficar ali, no meu mundo. Quando percebia, estava lá minha mãe me chamando pra dentro de casa. Eu achava graça. Acho que eu fazia isso justamente pra chamar a atenção dela. Adorava quando ela aparecia lá, ao pé daquela árvore, que hoje nem considero assim tão alta, pra me pegar pela mão e me levar pra dentro de casa. Até hoje o fundo do quintal da casa da minha avó me fascina. Adoro.